Lima Barreto foi, e é sem dúvida, um dos grandes escritores da literatura brasileira. Sua obra abrange aspectos cruciais para a compreensão da sociedade, sendo de importância impar não somente para a Literatura, mas para a História, a Antropologia, a Sociologia, a filosofia. Apesar de ser uma figura tão relevante, permaneceu e ainda permanece no silêncio.
Sua obra ainda não tem lugar nas bibliotecas, ele não é conhecido da mesma forma que outros literatos contemporâneos seus. Nas ultimas décadas, graças a admiradores seus, tem-se produzido bastante sobre Lima Barreto, porém resquícios de uma exclusão de cunho racista, ainda existente e diga-se de passagem, impossibilita que o Brasil desfrute de tão sublime crítica. Crítica esta que abala a estrutura dominante do país.
Lima Barreto almejava transformar a sociedade mesquinha e sofredora na qual ele vivia, tornando-a mais justa. Seus escritos denunciavam, promoviam uma visão crítica acerca dos valores da época, onde a sociedade se firmava na aparência. Lima Barreto era contrário à absorção dos valores estrangeiros, sendo incentivador da identidade nacional, contribuindo para a manutenção da cultura brasileira e seus personagens esquecidos pela História Oficial. Lutava por uma sociedade mais justa e igualitária, onde haveria uma bela época, não a “Belle Époque”européia que em nada melhora a vida dos brasileiros, mas uma época melhor para todos. Acreditava que a literatura tinha o poder de transformação e sempre produziu uma literatura social, o que ele dizia ser uma “literatura militante”. Foi um autor que em muito acrescentou na quebra de paradigmas preconceituosos, sendo peça chave no estudo sobre as mulheres, tendo abordado inteligentemente sobre a condição feminina num país que exclui/marginaliza/banaliza a mulher, o negro, o pobre. Apesar de não receber reconhecimento em vida por tão grandiosa obra, fez a diferença em sua época e serviu de inspiração para muitas obras posteriores.
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