quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estágio II; breves considerações.


“A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão de homens como seres vazios a quem o mundo encha de conteúdos; não pode basear-se numa consciência espacializada, mecanicistamente compartimentada, mas nos homens como corpos conscientes e na consciência como consciência intencionada ao mundo. Não pode ser a do depósito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo.” (Paulo Freire).


          A experiência do Estágio Supervisionado II foi ótima, me possibilitou enxergar a escola por outro ângulo, me fornecendo muitos esclarecimentos e acrescentando consideravelmente em minha formação docente pois o estágio é o primeiro passo para a carreira profissional . Sei que não adianta romantizar a sala de aula pois, muitas vezes, a escola se torna hostil à educação. No entanto acredito que seja preciso ter “vocação” para sustentar o peso da docência. Tem-se que unir o útil ao agradável, digo isto porque no Brasil não se pode fazer licenciatura pensando no salário, para experimentar alguma motivação o professor tem que sentir prazer na sala de aula, tem que sentir amor pela profissão, caso contrário ele desiste ainda no estágio. Infelizmente não temos o menos estímulo, no máximo um ou outro professor da Academia nos incentiva, no mais nos sentimos completamente desestimulados.
          Acredito que não se pode cogitar um futuro melhor enquanto não se dar prioridade à educação e, para tal, tem-seque que repensar a educação em seu papel formador da cidadania. É necessário que o ensino seja revalorizado e o sistema se conscientize de seu papel social.
          Também não é porque somos desvalorizados que podemos fugir à nossa responsabilidade de formadores. Apesar de todos os pesares, que não são poucos, devemos trabalhar de forma eficiente, edificando o saber histórico na vida dos alunos.

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